Os álbuns duplos dos sonhos!

A tecnologia do vinil permitiu maior inventividade no estúdio de gravação, abrindo caminhos para projetos ambiciosos de artistas tão diferentes quanto Pink Floyd e Stevie Wonder.

Os Álbuns Duplos dos Sonhos!

Conforme o pop evoluiu para o rock, graças a músicos cada vez mais ambiciosos e com frequência “chapados”, como os Beatles e Bod Dylan, nem mesmo a generosa extensão dos Lps de vinil podia acomodar mais todos os seus caprichos. A solução? Álbuns duplos. A pretensão ocasionalmente rendeu dividendos artísticos, e, como a comercialização do rock começou a exigir maior investimento por parte das gravadoras, seus designers, fotógrafos e artistas gráficos passaram a ter muito trabalho para produzir capas tão inovadoras quanto a música que elas embalavam.

BLONDE ON BLONDE Bob Dylan (1966) Após a transição de herói do folk par ao rock, que abria com a chapada “Rainy Day Women ” e apresentava clássicos carregados de emoção, como “Visions of Johana”. Os fãs devem ter se sentido ludibriados com os onze minutos de “Dad Eyed Lady of the Lowlands” ocupando todo o lado B do disco 2, mas poucos reclamaram – em especial aquele cujo exemplar incluía na parte interna da capa dupla a foto (depois retirada) de Claudia Cardinale.

 

FREAK OUT! Mothers of Invention (1966) Lançado pela Verve, Freak Out! trazia no disco 1 futuros favoritos como “Who Are the Brain Police?” e “Any Way the Wind Blows”. O disco 2 destacou voos de fantasia mais extravagantes, como “Help, I’m a Rock”, faixa de nove minutos, e “The Return of the Son of Monster Magnet”, de doze. A arte da capa, com grau de elaboração similar, incluía um pastiche de página de jornal.

 

THE BEATLES (álbum branco) The Beatles (1968) Em contraste com a capa de Sgt. pepper’s, de arregalar os olhos, a do trabalho seguinte era simples e deu origem ao apelido “Álbum Branco”, com o nome da banda em alto relevo. A música, porém, era tudo menos monocromática, indo da delicada “Blackbird”, passando pela agourenta “Happiness Is a Warm Gun”, até chegar à furiosa “Helter Skelter”. George Harrison contribuiu com a joia “While My Guitar Gently Weeps”, e o álbum ganhou disco de ouro nos Estados Unidos em poucos dias.

 

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