100 Grandes Discos Lançados em 1977.

Já escrevemos aqui sobre a importância do ano de 1977 para a música. Por isso, decidimos ir além, e ouvir 100 discos lançados nesse ano. Claro que tem muito mais por aí.

Lembrou de mais algum que não está na lista? Compartilhe com a gente!

The Alan Parsons Project – I Robot
O segundo álbum do projeto de Alan Parsons conta com quase toda a banda Pilot, mais alguns convidados de luxo. Melodias brilhantes e experimentos com um progressivo espacial fariam a graça de muitos fãs até 1985, pelo menos.

Almôndegas – Alhos com Bugalhos
Terceiro disco da banda gaúcha de Kleiton e Kledir. Vários achados regionais escondidos no meio de muita melodia inspirada.

Banda Black Rio – Maria Fumaça 
Lp Banda Black Rio Maria FumaçaBlack Rio é um dos grandes nomes da música black nacional. Lançou seu primeiro disco em 77, um ano após o surgimento da banda. A Polysom relançou esse clássico em uma linda versão de 180 gramas. Na época o grupo era formado por Oberdan Magalhães (sax), Lucio J. da Silva (trombone), José Carlos Barroso (trumpete), Jamil Joanes (baixo), Claudio Stevenson (guitarra), Cristóvão Bastos (teclado) e Luiz Carlos Santos (bateria e percussão), e teve  Mazola como produtor. “Maria Fumaça” é composto por 10 faixas, sendo seis assinadas por diferentes membros da banda e quatro versões para músicas de grandes nomes, sendo eles: Edu Lobo (“Casa Forte”), Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (“Baião”), Louro e João de Barro (“Urubu Malandro”), e Ary Barroso (“Na Baixa do Sapateiro). Esse discaço está disponível em nosso estoque, e é uma oportunidade incrível de aumentar a coleção de música instrumental brasileira. Disco Disponível na Loja.

The Beach Boys – Love You
Dizer que é sensacional é chover no molhado. Brian Wilson melhora seu estado de sáude e coloca a massa cinzenta para criar as melodias irresistíveis que só ele sabe fazer. Na década de 70, este disco, dentro da carreira dos Beach Boys, só perde para Sunflower (1970).

Beto Guedes – A Página do Relâmpago Elétrico 
Primeiro e melhor disco do compositor mineiro. Coquetel de beatlemania com progressivo e MPB que caiu nas graças de muito hippie da época

Blondie – Plastic Letters 
Bem melhor que o primeiro LP, desta vez o Blondie vem disposto a conquistar o mundo, o que conseguiria, definitivamente, com o disco seguinte, a obra-prima Parallel Lines (1978)

Blue Oyster Cult – Spectres
Da chamada equivocadamente de “fase metal”, que compreende de Agents of Fortune (1976) a Revolution by Night (1983), Spectres é o melhor disco, mesmo concorrendo com pérolas como Cultossaurus Erectus (1980) e Fire of Unknown Origin (1981). Justiça seja feita: é o melhor disco do B.O.C.

Brian Eno – Before and After Science
Um disco de Eno, mesmo quando superestimado, é capaz de dar nós em nossos ouvidos.

Bryan Ferry – In Your Mind 
Grande Ferry, cunhando melhor que todos o Rock ‘n’ Roll soul.

Caetano Veloso – Bicho 
Disco que parece um greatest hits, de tantas músicas que fizeram sucesso. De fato, muita gente pensa que é coletânea, até hoje.

Cartola – Verde que te Quero Rosa 
Lp Cartola Verde Que Te Quero RosaO Clássico LP de 1977, Verde Que Te Quero Rosa, foi agora relançado em vinil pela Sony. Este foi o terceiro álbum de estúdio do sambista carioca Cartola e conta com 12 faixas. A capa, uma obra a parte do disco, foi tirada por Ivan Klinger, que desejava um material tão bom quanto o LP. O sucesso se dá pelo conjunto capa+disco e as Cores da Escola de Samba Mangueira, e que nomeiam o álbum. Discos Disponível na Loja.

 

Cheap Trick – In Color
Os dois discos seguintes, Heaven Tonight (1978) e Dream Police (1979) são os melhores que a banda gravou. Mas as sementes estão neste ótimo disco de 1977.

Chic – Chic
Nile Rodgers e Bernie Edwards chegam com produção e seus instrumentos (guitarra e baixo, respectivamente), para mexer com o mundo funk, em plena era Disco. Fariam, no ano seguinte, a obra-prima C’est Chic.

Chico Buarque – Os Saltimbancos 
Escondido entre duas obras-primas de Chico, Meus Caros Amigos (1976) e Chico Buarque (1978), este disco infantil que conta com participações de Miúcha e MPB-4 é uma delícia de se escutar.

Chrome – The Visitation 
Ainda sem Helios Creed, que redefiniria o som da banda, o que temos neste disco de estréia é um Roxy Music inicial apontando para direções oitentistas interessantíssimas, mas com um pé forte no início dos 70s.

Colosseum II – Electric Savage
Este é o melhor disco da segunda formação de banda capitaneada por Jon Hiseman. Aqui, Gary Moore e Don Airey dão o ar da graça em um jazz rock nervoso.

Commodores – Commodores 
Além de ter canções racha-assoalho, é o disco que contém a faixa “Easy”, o maior sucesso comercial do grupo (seguido de perto pela belíssima “Three Times a Lady”, balada do disco seguinte).

Daevid Allen – Now It’s the Happiest Day of Your Life 
Allen sai do Gong, mas não abandona suas idéias poético-psicodélicas. Delicioso de se ouvir.

The Damned – Damned Damned Damned 
Álbum de estréia de uma das bandas mais inspiradas do punk rock inglês.

David Bowie – Heroes
Entre os discos que Bowie lançou na fase-Berlim, quando contou com a parceria de Brian Eno, Heroes é o melhor.

David Bowie – Low 
Outro da fase Berlim, com um lado bem diferente do outro. A fórmula seria aperfeiçoada no disco seguinte, Heroes.

Dennis Wilson – Pacific Ocean Blue
O talento está mesmo no sangue da família Wilson. Dennis já havia contribuido com algumas canções primorosas nos discos dos Beach Boys, mas este sensacional disco solo comprova definitivamente seu talento melancólico.

Earth & Fire – Gate to Infinity
Quinto e último grande disco da banda holandesa responsável por algumas das mais belas melodias dos anos 70. Daí em diante, a mistura de pop-disco-progressivo iria desandar, porque tenderia de vez ao pop mais comercial possível.

Earth Wind and Fire – All ‘n’ All 
Um dos grandes discos de uma das melhores bandas de soul/jazz/funk que o planeta já viu.

Eddie Hazel – Game, Dames and Guitar Thangs 
O disco solo do exímio guitarrista Eddie Hazel não se iguala a nenhum do Funkadelic com sua presença, mas quem disse que é fácil se igualar aos magos do funk psicodélico?

Electric Light Orchestra – Out of the Blue 
A questão aqui é reconhecer que Jeff Lynne é um compositor de melodias do nível de Paul McCartney e Brian Wilson. Uma vez reconhedido isso, não há como não se deliciar com este disco, um dos melhores da década.

Elvis Costello – My Aim is True
Estréia excepcional de um músico que ainda é subestimado em certos círculos. Muito pop para ser abraçado integralmente pelos punks, muito arrojado para ganhar a simpatia do roqueiro mais conservador. Felizmente, as barreiras são fáceis de serem quebradas por este disco.

Fela Kuti – Shuffering and Shmiling
+ Fela Kuti – Zombie
Fela Kuti tem muitos discos e entre os que lançou em 1977 (dos quais só conheço três) estes dois são os escolhidos para entrarem na lista.

Frank Marino & Mahogany Rush – World Anthem 
Um Jimi Hendrix servindo ao metal tradicional é o que temos com este disco.

Frankie Miller – Full House
Soul-rock cantado por um vocalista cujo timbre lembra muito o de Rod Stewart. Não tem como ser ruim.

Gal Costa – Caras e Bocas 
Provavelmente o último grande disco de Gal Costa, lançado em um ano que ouviu muitos últimos grandes discos e vários grandes primeiros discos.

Gentle Giant – Playing the Fool 
GG em processo de decadência é melhor do que 99% do que se faz em música pop ou rock. A partir deste disco, eles tentariam dar novos rumos à sua música, e nunca mais fizeram um grande trabalho. Este, no entanto, é facilmente um dos melhores duplos ao vivo que foram feitos no rock.

Gerson King Combo – Gerson King Combo 
Funk nervoso de primeira.

Gilberto Gil – Refavela 
Nas pegadas de Refazenda (1975), só que comendo poeira. Ainda assim, é um grade disco do ex-ministro.

Gong – Live Etc.
Duplo ao vivo que contém alguns dos melhores momentos (gravados entre 1973 e 1975, quase todos ainda com Daevid Allen) do prog-psicodélico da banda, lançado em uma época em que eles já estariam indo na direção do jazz-rock sob a orientação de Pierre Moerlen.

Heatwave – Too Hot to Handle 
Rod Temperton é um dos maiores compositores de soul-music que existiram, e esta banda serve-se muito bem de seu talento neste disco de estréia e no igualmente brilhante Central Heating (1978).

Ian Dury – New Boots and Panties 
Neste disco com a fenomenal banda The Blockheads, Ian Dury entrega mais uma mistura de ritmos amarrados pelo rock.

Iggy Pop – Lust for Life 
Melhor que o outro disco lançado pelo iguana em 1977, The Idiot, Lust for Life é o melhor exemplo do som que ele estava buscando desde que os Stooges viraram História.

The Jacksons – Goin’ Places 
Michael Jackson já não era mais criança, e estaria a poucos anos de se tornar um dos maiores astros da música.

Jacques Brel – Brel 
Gravado depois que o cantor passou alguns anos navegando pelo mundo em seu iate, Brel é o canto de cisne desse artista único, atemporal, como podemos ver na maior parte das faixas deste disco.

Jan Hammer Group – Melodies 
Hammer tentando encontrar novos rumos para seu jazz-rock

Jane – Between Heaven and Hell 
A excelente banda alemã Jane desenvolveu uma carreira bem interessante, mudando sempre de formação e de sub-estilo, dentro de um hard-progressivo totalmente tingido pelo que o Krautrock entregou ao mundo no início dos anos 70. Este BHAH é um de seus melhores discos, cheio de melodias inspiradas e um prog-soft inofensivo, mas bem agradável de se escutar.

Jean-Luc Ponty – Enigmatic Ocean
Provavelmente o melhor disco do violinista, contando com Daryl Stuermer, Allan Holdsworth e Allan Zavod.

Jethro Tull – Songs from the Wood 
Após aproximações com o pop no disco anterior, JT chega muito próximo do que o Gentle Giant fazia nos anos anteriores. Claro, é inferior que qualquer disco do Giant até o duplo ao vivo, mas é melhor que Missing Piece, disco de estúdio do GG em 1977).

João Bosco – Tiro de Misericórdia 
Sem dúvidas o melhor disco deste excepcional compositor.

João Gilberto – Amoroso 
João já era grande, e de quebra nos presenteia com este disco formidável, um dos melhores já feitos em nosso país.

João Nogueira – Espelho 
Compositor um tanto injustiçado, Nogueira estava inspirado quando gravou Espelho.

John Martyn – One World 
Em 1977, este disco suave de Martyn, contendo sua voz única (em algum lugar entre Chris Rea, Richard Heavens e Bryan Ferry) soa como um OVNI em meio a obras Disco, punk ou hard rock.

Kansas – Point of Know Return 
A banda começou progressiva, mas sempre alternando momentos de hard rock e pop. talvez a mistura tenha atingido o ponto máximo neste disco, que contém a clássica “Dust in the Wind” e a impecável “Closet Chronicles”.

Kayak – Starlight Dancer 
A banda holandesa chefiada por Tom Scherpenzeel teve uma carreira bem irregular, mas quando acerta sai de baixo. Acertou em cheio três vezes nos anos 70: no disco de estréia, See See the Sun (1973), em Kayak II (1974) e neste estupendo Starlight Dancer, que se renova sem abandonar as raízes, e tem melodias espetaculares pelo disco todo.

Kiss – Love Gun 
Pode não ter o mesmo nível de Kiss (1973), o álbum de estréia, de Destroyer (1976) ou mesmo de Dressed to Kill (1975), mas está longe de ser o disco de entressafra que muitos sugerem até hoje. Só “I Stole Your Love” já derruba qualquer disposição contrária.

Kraftwerk – Trans Europe Express
Primeira obra-prima da banda alemã que no ano seguinte faria mais uma: Man Machine. Só “Hall of Mirrors” já valeria o disco, e tem muito mais.

La Máquina de Hacer Pájaros – Películas
Disco prog da banda de Charlie Garcia que há muito tempo não escuto. A presença aqui tem boa dose de confiança na minha memória de que a inspiração de Garcia estava em alta.

Leonard Cohen – Death of a Ladies’ Man
Produzido por Phil Spector, mostra o bardo canadense tentando se reencontrar após a obra-prima New Skin for the Old Ceremony (1974).

Locanda Delle Fate – Forse le Lucciole non si Amano Più
Com um dos títulos mais bonitos do rock, este disco da banda italiana de vocal operístico (e de nome bonito também) impressiona pelas melodias e pelo piano fluente em toda sua duração.

Maneige – Ni Vent ni Nouvelle 
Quem gosta de Gentle Giant, xilofones e fusion não tem como não gostar deste disco do Maneige. Quem não gosta está perdendo.

Metro – Metro
Alguns lugares apontam este disco como lançamento do fim de 1976, mas o All Music e o Rate Your Music, que estão longe de serem infalíveis, apontam 1977. Que seja. De qualquer forma, o disco é excelente, e merece figurar nesta lista.

Moraes Moreira – Cara e Coração 
Grande disco de Moreira, ex-Novos Baianos, que no ano seguinte faria o igualmente belo Auto Falante.

National Health – National Health
Banda de Dave Stewart (ex-Khan, Egg, Arzachel) que é praticamente uma continuação do Hatfield and the North (sem os irmãos Sinclair e com os mesmos Phil Miller e Pip Pyle, e pratica uma mistura bem interessante de progressivo com jazz e experimentalismo.

Ohio Players – Angel 
Não tão bom quanto os clássicos Skin Tight e Fire (ambos de 1974), mas Ohio Players é uma das bandas mais talentosas do funk setentista, e este talvez seja o último grande disco deles.

Parliament – Funkentelechy vs. the Placebo Syndrome 
Junto do Funkadelic, que não lançou disco em 1977, o Parliament, também uma criação de George Clinton, é das coisas mais interessantes que surgiram na música entre o fim dos anos 60 e o começo dos 70.

Pekka Pohjola – Keesojen Lehto
Os vinis do finlandês Pohjola, e da banda da qual fez parte, Wigwam, valiam fortunas tempos atrás. Lançamentos em CD na Europa acabaram com a festa dos especuladores, e tornaram possível que muito mais gente conhecesse o prog-jazza-pop envolvente do músico.

Percy Thrillington – Thrillington
Músicas de Paul McCartney recebendo versões lounge em plena era punk? Isso pode ser bom? Por incrível que pareça, pode sim, pois Percy Thrillington é ninguém menos do que o próprio Macca em curioso projeto paralelo.

Peter Gabriel – Peter Gabriel
Em carreira solo, Gabriel ainda se sairia melhor com o terceiro e o quarto disco de sua carreira, em 1980 e 1982. Esta estréia, entretanto, é superior ao segundo disco dele, e tem a clássica canção “Solsbury Hill”.

Peter Hammill – Over
Um dos melhores discos da carreira solo de Hammill.

Pilot – Two’s a Crowd
Um dia esta excelente banda terá o reconhecimento que merece. Este é o quarto e último disco deles.

Pink Floyd – Animals
Depois de um disco irregular, Wish You Were Here (1975), a banda volta com força em um álbum mais direto, cheio de influências de folk e blues, e com faixas enormes, mas com um pé forte no mercado.

Ramones – Leave Home 
Lp Ramones Leave HomeSimplesmente o melhor disco da banda: Leave Home é o segundo álbum de estúdio dos Ramones, lançado em 10 de Janeiro de 1977 ele é característico pelas canções clássicas dos Ramones, como “Pinhead” e “Gimme Gimme Shock Treatment”.Este é o único álbum dos Ramones que teve que sofrer modificações no lançamento original, devido à controvérsia pela canção “Carbona Not Glue”. Disco disponível na loja. 

 

Recordando o Vale das Maçãs – Crianças da Nova Floresta
Banda de um disco só, que mesclava progressivo com folk e MPB.

Renaissance – Novella 
Excelente disco de apenas cinco faixas, sendo uma delas a antológica “The Sisters”

The Residents – Fingerprince
Lançado em tiragem limitada e autografada ainda em dezembro de 1976, obteve lançamento “oficial” no ano seguinte, se tornando um dos discos fundamentais pelo que o Residents viria a ser reconhecido.

Roberto Carlos – RC 77 
Outro disco que mais parece uma coletânea, de tantas músicas antológicas. Seria a última obra-prima do Rei.

Robin Trower – In City Dreams
Trower saiu do Procol Harum e desenvolveu carreira solo mais interessante do que a do grupo nos anos 70, como comprova este ótimo disco.

Rush – A Farewell to Kings
Fãs de Rush são como fãs de Iron Maiden: se esforçam tanto para que todos gostem de suas bandas de coração que terminam por afastar-nos delas. Uma audição fria revela muitas qualidades em alguns álbuns desta banda canadense.

Scorpions – Taken by Force 
Um dos melhores discos do Scorpions conta com Ulrich Roth ainda, pela última vez em estúdio.

Som Nosso de Cada Dia – Som Nosso (Sábado/Domingo)
Um lado prog, outro funk. Para desespero dos fãs antigos da banda, o lado funk é sensivelmente melhor.

Split Enz – Dizrythmia
A banda neo-zelandesa que revelaria os irmãos Neil e Tim Finn para o mundo lançou vários discos de antologia, entre eles este impecável e estimulante disco de 1977.

Status Quo – Rockin’ All Over the World
A banda que atravessou os anos 70 fazendo discos bem bacanas nos entrega mais um, que pode até ser considerado um dos cinco melhores de sua carreira. Em quinto, vá lá, já que não tem como ficar na frente de Hello (1973), Quo (1974), On the Level (1975) e o melhor de todos, Blue For You (1976).

Steely Dan – Aja
É curioso como este disco é sempre tido como o supra-sumo da música do SD. Vira e mexe aparece como um dos melhores discos dos anos 70. É um grande disco, mas a banda de Donald Fagen e Walter Becker fez pelo menos três discos melhores que este: Can’t Buy a Thrill (1972), Pretzel Logic (1974) e Royal Scam (1976).

Steve Hillage – Motivation Radio * * * * *
Terceiro disco solo do ex-guitarrista do Gong e do Khan, é também o seu melhor, superando o progressivo ortodoxo, e muito bem feito, de Fish Rising (1975) e a agradável indecisão criativa de L (1976).

The Steve Miller Band – Book of Dreams
Mais fraco que Fly Like an Eagle (1976) ou The Joker (1973), ainda assim é mais uma prova do talento de Miller para fazer discos deliciosos sem que sua técnica prevaleça sobre as melodias.

Steve Winwood – Steve Winwood
Primeiro e inspirado disco solo de Winwood, com sua voz negra e aguda soando com toda a limpidez que lhe é característica.

The Stranglers – No More Heroes 
Lançado poucos meses depois de Rattus Norvegicus, este disco sublime consegue ir além da estréia da banda, colocando-os sob os holofotes da recente onda punk-rock que assolou a Inglaterra

Suicide – Suicide 
Alan Vega e Martin Rev revolucionaram o punk e o synth pop que estava surgindo com o Kraftwerk, abrindo caminho para coisas pesadas que viriam em seguida. O primeiro e sensacional disco do Soft Cell pode ser considerado um dos maiores herdeiros desta pérola.

Talking Heads – 77′
Primeiro e excepcional disco de uma das bandas mais importantes do cenário pós-punk/new wave que surgia com força a partir de Nova York.

Television – Marquee Moon 
Um dos clássicos dos anos 70. A guitarra de Verlaine ficaria para sempre marcada no mundo da música pop. Tem um pouco de progressivo, um pouco de glam rock, de punk, e muito de Velvet Underground. Isso dito, não tem na verdade nada do que foi citado, pois tudo junto dá numa das coisas mais originais que pudemos ouvir depois de… er… Velvet Underground.

Throbbing Gristle – Second Annual Report
Assim é que se faz música experimental.

Tim Maia – Tim Maia 
Entre altos e baixos, qualquer disco de Tim Maia nos anos 70 tem que entrar em qualquer lista deste tipo. Esse de 1977, lançado na época pela Som Livre, traduz com precisão o porquê do cantor ser considerado um dos maiores de todos os tempos.

União Black – União Black
Funk à brasileira. Um dos discos essenciais da black music nacional, que não teve a projeção que merecia.

Uriah Heep – Firefly
+ Uriah Heep – Innocent Victim 

De uma fase subestimada da banda, estes dois discos com John Lawton no vocal são melhores que os três anteriores, com David Byron. Difícil é o fã que tem disposição para descobrir isso.

Utopia – Ra
+ Utopia – Oops! Wrong Planet 

Dois discos da banda montada em 1974 por Todd Rundgren, que não lançou disco solo em 1977. Como sempre, o ecletismo é a marca do sujeito. Ra tende para o progressivo, e Oops vai mais para o lado do pop, encerrando com um dos maiores sucessos da carreira de Todd, a balada “Love is the Answer”.

Van der Graaf – The Quiet Zone / The Pleasure Dome 
Não faz mal que é o disco mais fraco do VdGG (menos o segundo G, de Generator) junto de World Music (1976). Nele você pode ouvir algumas das faixas mais inspiradas do prog na segunda metade da década de 70, como “Cat’s Eye”, “Lizard Play” e “The Wave”.

Wire – Pink Flag
Outro dia esbarrei em um debate na internet sobre qual é melhor, este ou o segundo, Chairs Missing (1978). Sinceramente, eu também não sei, pois cada vez que escuto os dois discos saio com um como superior ao outro, e isso sempre muda. O que importa é que a banda é excelente, e ainda tem um terceiro disco bacana, 154 (1979)

Yes – Going for the One 
É o disco que marca a volta de Rick Wakeman. Continua na onda do progressivo total e barulhento inaugurado com o espetacular – e superior – Relayer (1974).

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