As vantagens dos relançamentos em vinil e o acesso às raridades brasileiras.

Raridades brasileiras se tornam acessíveis com relançamentos em vinil

Desde que a Polysom voltou à ativa, em 2008, os colecionadores de LPs só tiveram alegrias. Com a fabricação de discos à todo vapor, os fãs da música brasileira dos anos 1960 e 1970 podem agora ter seus LPs favoritos em casa. Se antes era preciso desembolsar verdadeiras fortunas para botar os clássicos na estante, agora o cenário é bem diferente.

Assim como trouxe lançamentos, como Fome de Tudo (2007, Nação Zumbi) e Cancões de Apartamento(2011, Cícero), a fábrica também resgatou os discos lendários da MPB. Com a série Clássicos em Vinil, iniciada em 2010, se tornou simples ter álbuns que antes eram necessárias verdadeiras caças ao tesouro.

São mais de 30 clássicos que os fãs das “brasilidades” podem comprar agora. Entre eles, pérolas como Acabou Chorare (1972, Novos Baianos) e Secos e Molhados (1973) estão incluídos. Se antes era preciso gastar mais de R$ 200 para conseguir o clássico Jorge Ben (1969) usado, podendo ter riscos, capa desbotada e as comuns assinaturas dos donos, hoje a mesma bolacha lacrada e em qualidade muito melhor sai em torno de R$ 80.

As vantagens não estão só em comprar um disco que não sofreu a ação do tempo. Os LPs novos também são feitos em qualidade superior. São os chamados vinis de 180 gramas. Mais pesados, robustos e em áudio de alta definição. A conclusão é que hoje você pode entrar em uma loja, tirar um disco do Jards Macalé da prateleira e levá-lo pra casa sem dificuldades. Só vai ficar horas perambulando por sebos, se sujando de poeira, espirrando e barganhando os mais de R$ 400 que pedem na edição original quem quiser.

Entre as raridades da MPB, agora é possível comprar Revólver (1975, Walter Franco); o psicodélico do Ronnie Von (1969); e o místico A Tábua de Esmeralda (1974, Jorge Ben). O rock nacional dos anos 1970 – caracterizado pelo clima hippie e pela proximidade com os subgêneros psicodélico e progressivo, além dos ritmos brasileiros – não ficou de fora. O pesado Gal (1969); o soul Maria Fumaça (1977, Banda Black Rio); o esquecido É Ferro Na Boneca(1970, Novos Baianos) são alguns títulos lançados pela fábrica.

Mas, como a Polysom também fabrica discos por encomenda, o mercado está abastecido de LPs de outros selos. Um deles é Paulo Bagunça e A Tropa Maldita (1973), de uma obscura banda de rock carioca. O Ave Sangria, famosa banda da cena “udigrudi” recifense, também reeditou seus dois discos em vinil, em uma edição comemorativa de 40 anos. O segundo álbum da banda era então dificílimo de se encontrar, enquanto o primeiro custa cerca de R$ 350. Hoje, dá para se adquirir os dois por volta de R$ 165. O Módulo Mil também voltou para as prateleiras, assim como Os Mutantes, em um box maravilhoso com todos os discos da fase clássica da banda.

Se você está pensando em começar a colecionar discos, não tenha dúvida: o momento é esse. Comece devagar e não se esqueça de olhar as novidades. Tem valido muito à pena botar os novos discos na vitrola.

Texto publicado em Universo Retrô.

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http://loja.bileskydiscos.com.br/

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