05 discos essenciais para conhecer o Samba.

Essa tarefa é difícil (impossível), mas resolvemos nos desafiar e selecionar 05 discos de samba para os apaixonados, ou aqueles que se interessam pela trajetória do estilo mas ainda não tem muito conhecimento sobre.

Confira nossa lista com 05 discos essenciais para conhecer o Samba:

“Pelo Telephone” (1916)

O primeiro samba já gravado causa polêmica até hoje e divide opiniões. “Pelo Telephone”, de 1916, é um marco na história da música brasileira e sua autoria foi reivindicada por vários nomes. Ela foi composta por Donga e Maurício de Almeira, porém apenas o primeiro registrou a canção e acabou levando os créditos sozinho. No entanto, a estrutura confusa da faixa, com mais de um refrão diferente e melodias inconciliáveis, dá margem à tese de que sua composição foi feita em pedaços e por mais de uma pessoa.

 

Cartola – 1976

Lançado em 1976, esse disco traz alguns dos grandes sucessos de sua carreira, como “O Mundo É um Moinho” e “As Rosas Não Falam”. Um item indispensável na coleção de qualquer brasileiro, “Cartola”, de 76, está sendo relançado pela Polysom, em uma prensagem especial 180 gramas, integrando a coleção “Clássico em Vinil”. O disco, assim como o primeiro, traz arranjos de Horondino José da Silva (Dino), com produção de Juarez Barroso. Das 12 faixas, 10 são de autoria de Cartola, sendo uma em parceria com Alcebíades Barcelos. Completando o álbum, estão “Preciso me Encontrar”, de Candeia, e “Senhora Tentação”, de Silas de Oliveira. Entre as participações especiais, destaca-se a de Creusa, filha de criação do Cartola, que canta com ele duas faixas.

Nelson Cavaquinho – 1973

As canções de Nelson Cavaquinho já estavam eternizadas no cenário nacional quando seu primeiro disco foi lançado. Trazendo hits eternos como “Folhas Secas”, “Pranto de Poeta” e “Juízo Final”, o sambista mangueirense ficou gravado na história da música como um dos maiores compositores do Brasil. Assim como Cartola, Nelson Cavaquinho e Noel Rosa agitaram o cenário carioca, o samba paulista era fomentado por nomes como Demônios da Garoa e o grande Adoniran Barbosa, que criou uma linguagem totalmente nova para fazer o estilo que é a cara do Brasil ser também a cara de São Paulo. Adoniran já era aclamado e consagrado quando lançou seu disco homônimo que trazia clássicos eternos como “Trem das Onze”, “Saudosa Maloca”, “Iracema”, “Abrigo de Vagabundo” e e a parceria com Vinícius de Moraes em “Bom Dia Tristeza”.

Paulinho da Viola – “Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida” (1970)

Iniciando uma década de ouro para o samba, esse disco de Paulinho da Viola foi um dos destaques de 1970, ano em que “Força Bruta”, do já citado Jorge Ben, e “Portela Passado de Glória”, da Velha Guarda da Portela, seriam lançados. A faixa-título foi uma homenagem à Portela, em resposta a uma canção que o próprio Paulinho havia feito para a escola rival Mangueira.

Os Originais do Samba – “O Samba é a Corda… Os Originais, a Caçamba” (1972)

Formados nos anos 60, os Originais do Samba chegaram ao auge na década seguinte, revelando grandes talentos do gênero como Almir Guineto e Mussum, que também cativou o público com os Trapalhões. Esse álbum clássico de 1972 trouxe faixas como “Do Lado Direito da Rua Direita”, “Cravos e Rosas” e “Lá Se Vão Meus Anéis”, agindo como um divisor de águas na carreira do grupo.

 

 

 

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