13 discos raros que você precisa conhecer.

Selecionamos 13 discos da música brasileira que são raríssimos e muito valiosos. Alguns deles estão sendo relançados em vinil. É a chance tê-los em nossas coleções.

Qual deles vocês tem? Qual ainda não conheciam?

1- Spectrum – Geração Bendita 

O que havia restado para o funcionário público aposentado José Luiz Caetano, 49 anos, era apenas uma fita cassete, que ele ouvia em suas viagens de carro pela serra. ”Chorava de alegria e tristeza. Sentia um arrepio ao ver a amplitude do trabalho que tínhamos feito. E tudo se perdera no vento, jogado em alguma prateleira”, diz José Luiz. Na tal fita estavam as músicas do disco Geração Bendita, gravado em 1971 com sua banda Spectrum, formada por amigos beatlemaníacos de sua cidade, Nova Friburgo. Sem repercussão alguma em sua época, o trabalho acabou vingando só 30 anos depois, por vias tortíssimas: depois de virar raridade, cult mesmo entre colecionadores europeus, Geração bendita foi relançado em outubro de 2001 em caprichada edição de vinil, numa tiragem limitada, pelo selo alemão Psychedelic Music. Mais: quem quiser comprar um LP original de 1971, em bom estado, tem que desembolsar até US$ 2.000. Saudado na Alemanha como uma pérola do rock psicodélico sul-americano, o disco relançado vendeu toda a tiragem de 410 cópias em uma semana (outras 40 tiveram que ser guardadas para os clientes da internet). Em abril, Geração ganhará sua primeira edição oficial em CD, também na Alemanha.

2- Robson Jorge & Lincoln Olivetti 

Mesmo com a internet e informações de sobra – e dezenas de sebos especializados – na sorte do garimpo quem sabe você encontre o raro álbum de Lincoln Olivetti e Robson Jorge perdido nas mãos de algum desavisado. Funk, soul, jazz e boogie recheiam esse disco originalmente lançado em 1982. Lincoln Olivetti foi produtor e arranjador de um monte de gente bacana, Jorge Ben, Rita Lee e Tim Maia foram alguns na vasta lista. Robson Jorge foi tecladista na banda do Tim Maia nos anos 70, entre outras muitas coisas em seu vasto currículo. A prensagem da época, com selo da Som Livre, vale muito para os colecionadores, que chegam a pagar R$ 450 por um exemplar em ótimo estado. Mas o preço pode chegar a absurdos U$ 600.  Lançado em 1982, pela Som Livre, “Robson Jorge & Lincoln Olivetti” retorna agora às lojas em uma reedição linda em Vinil 180 gramas, o LP  tem 12 faixas, quase todas assinadas pela dupla.

Esse LP você encontra na Bilesky Discos.

3- Tim Maia Racional (volumes 1 e 2) 

Não é novidade pra nenhum colecionador brasileiro que muitos de nossos discos foram parar (e muitos ainda irão) no Japão, onde os caras pagam valores surreais por essas pepitas. Tim Maia é um grande exemplo disso. Nem preciso mencionar que toda sua discografia dos anos 70 é rara e cara. O Tim Maia Racional (Volume 1 ou Volume 2, lançados pelo selo SEROMA, do próprio Tim, em 1974 e 1975 respectivamente) é muito raro, e em bom estado e com o encarte vale de R$ 1.300 a R$ 2.000. Dessa fase de Tim ainda existem os compactos 7 polegadas que são bem raros também, e que chegam a custar uns R$ 500.

4- Lula Côrtes e Zé Ramalho – Paêbirú

Se sua praia é o rock psicodélico com pitadas de música regional e experimental dos anos 70, te desejo boa sorte e muita grana pra correr atrás desta peça raríssima brasileira: Lula Côrtes e Zé Ramalho – Paêbirú (selo Solar, lançado em 1975 como álbum duplo com encarte de oito páginas). Chega a custar R$ 10.000 por aí! Reza a lenda que, das 1.300 cópias prensadas, mil cópias, além da fita master, foram perdidas numa enchente que ocorreu em Recife em 1975, restando apenas 300 cópias pelo mundo. É com certeza um dos discos brasileiros de maior valor comercial.

5- Marku – Marku Ribas

Esse maravilho disco foi lançado pelo selo Underground, que também lançou trabalhos de O Terço, Miguel de Deus e Tim Maia. O álbum Marku de Marku Ribas, de 1973, é peça rara, procurada e cobiçada pelos amantes de samba-rock e funk-soul brazuca. O álbum do hit Zamba Ben, em ótimo estado, pode chegar a R$ 500.

Se você ainda não conhece, coloca esse disco na sua prioridade de audições. É uma sonzera pesada!!!!

6- Noriel Vilela – 16 Toneladas 

Os compactos de sete polegadas andam em alta. Alguns chegam a custar absurdos por serem extremamente raros. Preste sempre atenção naquela caixinha de sapatos com compactos sem capas largadas nos cantos dos sebos. Quem sabe você não encontra o disquinho do Noriel Vilela 16 Toneladas, lançado em 1971 pelo selo Copacabana. No mercado dos colecionadores seu precinho varia entre R$ 200 e R$ 400, dependendo do estado.

LPs psicodélicos de Ronnie Von

Sua ousadia na época não foi bem recebida por muitos. Por vir de uma família muito rica, muitos artistas também não acreditavam no potencial de Ronnie Von. Em sua fase psicodélica ele lançou três discos:

 7- Ronnie Von – 1969 

Em essência, este Lp une um experimentalismo de música erudita com rock’n’roll, caminhos esses que já haviam sido percorridos por diversas bandas, mas Ronnie Von conseguiu ir além, criando uma sonoridade única com instrumentos brasileiros e arranjos que remetem as músicas tropicalistas. Ronnie Von adicionou temáticas recorrentes de sua época e adicionou sons que remetem aos assuntos tratados em cadas uma de suas músicas. A capa já retrata um pouco de seu momento e o som contido no álbum. É uma verdadeira viagem musical!

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8- Ronnie Von – A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nunca Mais 

Lançado originalmente em 1969, era para ter o mesmo título do seu antecessor, apenas o nome do cantor, porém a Polydor, gravadora que lançou o álbum, reclamou que um disco sem um nome é mais difícil de trabalhar e colocá-lo no mercado, sendo assim, com a rebeldia à flor da pele, Ronnie Von logo sacou um título em protesto: A Misteriosa Luta do Reino do Parassempre Contra o Império de Nunca Mais. Um dos títulos mais longos entre os álbuns nacionais. Ronnie Von mistura neste Lp músicas dos mais diversos compositores, indo de Tom Jobim à Benito Di Paula, sem deixar de lado os seus arranjos estranhamente psicodélicos.

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9- Lp Ronnie Von – A Máquina Voadora

Disco lançado em 1970 abre com a faixa título viajando ainda mais “…em meu brilhante pássaro de prata / vou navegar pelas núvens soltas / leve para o alto / toda minha vida / meu aeroplano…” Sua contra capa é composta de uma arte psicodélica em que remonta o artista em uma máquina voadora imaginária com tons e cores característicos da fase em que ele vivia. Por muitos ele é considerado um álbum semi conceitual por apresentar diversas referências ao livro Pequeno Príncipe de Saint-Exupéry.

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10- Roberto Carlos – Louco Por Você

A raridade deste disco deve-se ao fato de ser o primeiro do cantor Roberto Carlos, misturando bossa nova, bolero e rock – o que, na época, vendeu mal. Ele não autorizou o relançamento, e, assim, existem por aí cerca de 3 mil cópias. Seu valor médio é de R$3,5 mil.

11- Raul Seixas – Let Me Sing My Rock’n’Roll

Este álbum é o 18º da carreira do músico, lançado em 1985, quando ele ainda era vivo. A raridade existe somente em vinil, e em apenas mil cópias, numeradas. Seu valor pode chegar a R$2,3 mil.

12- Show – Direitos Humanos no Banquete dos Mendigos

Jards Macalé organizou um show em 10 de dezembro de 1973, um show com diversos outros artistas, e que, entre uma música e outra, eram declamados artigos dos Direitos Humanos. Os motivos do show, com o passar dos anos, ganhou especulações, e até mesmo declarações divergentes do próprio Jards, mas o fato é que na época foi anunciado como comemoração aos 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O que era uma ousadia e tanto no período político que vivíamos, época em que civis eram presos e/ou desapareciam sem muitas explicações. Esse show resultou no disco Direitos Humanos no Banquete dos Mendigos. O show foi produzido por Jards e Xico Chaves.

Esse disco foi relançado há pouco tempo, e depois de tantas dificuldades com a censura, não tem como deixá-lo de fora da coleção. Adquira o seu aqui.

13 – Os Brazões

O grupo ficou conhecido no final da década de 60 após acompanhar Gal Costa em seus shows. Se como banda de apoio já chamava atenção, é possível imaginar a expressividade que teria sozinha. E isso fica claro no seu único álbum, homônimo, lançado em 1969. Ano efervescente que recuperava toda a loucura dos anos 60, e já indicava o que viria de bom na próxima década. É um disco raro, e que volta às prateleiras esse ano pela coleção “Clássicos em Vinil”, da Polysom. O LP foi gravado no estúdio Musidisc (Rio de Janeiro) com direção de produção de João Araújo. O disco é composto por 12 versões de músicas como “Que Maravilha” (Jorge Ben Jor/ Toquinho), “Feitiço” (Tom Zé)” e “Volks–Volkswagen Blue” (Gilberto Gil), entre outras. Com estilo que misturava rock and roll, R&B e samba, Os Brazões ganharam destaque com um som psicodélico e único.

 

 

 

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