Conheça a Santíssima Trindade do Soul Brasileiro.

Convidamos vocês a viajar conosco pela Soul Music brasileira. O rolê pode começar lá no início dos anos 60, com os primeiros registros da música negra embasada no soul com os toques de Jorge Ben com seu som “Agora ninguém chora mais”, “Negro é Lindo” e “Que Nega é essa”, e que ganha reforço com a fase Pilantragem de Simonal.

Mas são outros três nomes que serão a linha de frente brasileira do Soul, estamos falando de três caras que foram velhos e bons camaradas: Tim Maia, Cassiano e Hyldon.

Não podemos contar essa história com “tudo começou…”, porque sabemos que a música e a arte são reflexos, continuações, construções, e estão em constante movimento, mas podemos pegar um ponto de partida para nossa narrativa, e este ponto será: Sebastião Rodrigues Maia. Tião Maia. Tim Maia.

Tim passou o fim de sua adolescência e início da vida adulta nos Estados Unidos, onde se aventurou tanto pela música quanto pela vida como um todo. E a deportação, que poderia ser um castigo, na verdade foi um presente que o Brasil recebe de volta.

Sua sede por música, voz inconfundível, e inquietude sustentou seus deslizes e o manteve sempre vivo dentro da música, e assim podendo desenrolar suas experiências norte americanas, enroladas e entrosadas com a sonoridade tupiniquim. Nascia o Soul Brasil.

Leia também: Largue tudo e vá ouvir os discos de Hyldon.

Tim é lembrado por ter sido um cara de bom coração e disposto a ajudar os amigos, mas também guarda a fama de ser “difícil de lidar”. Carrega na sua história shows históricos, mas também histórias de shows que nunca aconteceram. Era campeão em faltas e sumiços, mas quando decidia aparecer… Ninguém o superava.

Tim foi um homem de grandes amigos. Em algumas fases de sua vida eles eram poucos, mas sempre foram firmes e presentes. Um exemplo de parceiro musical e de vida é o Paraibano Cassiano: Compositor da música “Primavera” gravada no primeiro disco de Tim, começou sua carreira tocando violão no Bossa Trio, que deu origem ao grupo vocal Os Diagonais, responsáveis por uma bela mistura de samba e soul no fim dos anos 60 e começo dos anos 70. É em 71 que conhecemos Cassiano plenamente com o disco: Cassiano, Imagem e Som. É impossível falar em soul music no Brasil sem citar o Cassiano.

O cantor, compositor e guitarrista teve seu primeiro álbum lançado em 1971, e já trazia influências de Stevie Wonder e Otis Redding. Um outro clássico do músico é  “Cuban Soul: 18 Kilates” que completou 40 anos de lançamento em 2016, e é considerado o mais importante de sua carreira. Essa obra, inclusive, foi relançada em vinil de 180 gramas, pela coleção “Clássicos em Vinil”, pela Polysom. Lançado originalmente pela Polydor, o disco foi produzido por Gastão Lamounier e o compositor Paulo Zdanowski, que assina com Cassiano as nove canções. Entre os sucessos estão “Coleção”, “A Lua e Eu” e “Onda”. Misturando R&B e soul music à moda brasileira, com harmonias ricas e timbre vocal inconfundível, ele prova por que esse é um dos mais importantes discos da música nacional.

Mas um outro nome chegaria no meio da década de 70 para compor essa “Santíssima Trindade” do Soul brasileiro. Baiano, nascido no ano de 1951 em Salvador, Hyldon é cantor, violonista, compositor, produtor, arranjador e musicista, e deu seus primeiros passos na carreira logo aos 16 anos, quando foi morar no Rio de Janeiro com um primo. Aos 17 já teve sua primeira composição gravada.

Hyldon sempre saiu em busca de novas possibilidades dentro do mundo musical, e nessa saga, passou a ser requisitado para diversas gravações e shows, o que gerou também o início de grandes amizades.  Ao ser chamado para gravar com Os Diagonais (Cassiano), Wilson Simonal, Eliana Pittman, Tony Tornado Tim Maia, construiu grandes elos que dariam base para a trilha dentro da Soul Music.

Conheça os discos desses grandes nomes que estão disponíveis em nossa loja:

180_2916_1Cassiano – Cuban Soul 18 Kilates

Cuban soul é, para muitos, um dos melhores discos da era Soul Brasil. Ele obteve grande sucesso comercial, graças a Coleção, incluída na trilha sonora da novela “Locomotivas”, e A lua e eu, da novela “O Grito”, ambas da Rede Globo. O disco tem nove músicas, compostas pelo Cassiano em parceria com Paulo Zdanowski. Em 1970 participou como guitarrista no primeiro disco de Tim Maia, e teve duas composições suas em parceria com Sílvio Rochael gravadas no disco: Eu Amo Você e Primavera, e elas logo se tornaram sucessos naquele ano. Se você quer conhecer mais sobre esse brilhante músico, adquirir o disco Cuban Soul 18 kilates é uma grande oportunidade.

180_2918_1Hyldon – Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda (1975)

Na Rua, na Chuva, na Fazenda é o primeiro álbum de estúdio do cantor, instrumentista, compositor e produtor brasileiro Hyldon.O vinil foi lançado em 1975 pela gravadora Polydor. Esse LP é considerado um clássico do soul brasileiro e um marco da música negra, tendo transformado Hyldon em um dos três precursores da música soul no Brasil, junto com Cassiano e Tim Maia. Tem alguns dos maiores êxitos da carreira de Hyldon, como Na Rua, na Chuva, na Fazenda, Na Sombra de Uma Árvore, Vamos Passear de Bicicleta, Acontecimento, As Dores do Mundo e Sábado e Domingo. Esse clássico foi relançado em vinil, e você o encontra na Bilesky Discos.

hyldon_as_coisas_simples_da_vida_lp_vinilHyldon – As Coisas Simples da Vida (2016)

“As Coisas Simples da Vida” é um disco com 10 músicas, todas produzidas e assinadas por Hyldon. Algumas das canções foram feitas em parceiras com Cris Delanno, Alex Moreira, Luiz Otávio e Alex Malheiros. O trabalho gráfico ficou por conta do designer Flavio Albino, e pelo fotógrafo Daryan Dornelles, que conseguiram captar o espírito do álbum. A banda que acompanhou o mestre Hyldon foi composta por  Guinho Tavares (guitarra, violão, vocal), Felipe Marques (bateria e percussão), Arthur de Palla (baixo e vocal), Luiz Otávio (piano, teclado e sintetizadores), Márcio Pombo (piano, órgão, sintetizadores, cordas e vocal), Marlon Sette (trombones), Diogo Gomes (flugelhorn e trompete) e Rodrigo Revelles (flautas, saxofone barítono, soprano e tenor).

180_2934_0Tim Maia – 1970

Esse é o LP de estreia de Tim, foi lançado em 1970, e mostra sua destinação em se tornar uma lenda. Sempre presente entre os 100 melhores em diversas listas de discografias nacionais, este disco está disponível novamente para integrar sua coleção. O relançamento foi feito a partir das fitas masters analógicas, através da coleção “Clássicos em Vinil”, da indústria brasileira Polysom, com licenciamento da Universal. O disco foi produzido por Jairo Pires e Arnaldo Saccomani e possui 12 faixas incríveis, quase todas assinadas pelo próprio Tim.

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180_2936_0Tim Maia – 1971

Em 1971 Tim Maia lançava seu segundo álbum, e que também levava o seu nome. Seu lançamento foi tão impactante quanto o álbum de estreia de 1970, também intitulado “Tim Maia”, essa sequência de lançamentos foi uma das mais incríveis das carreiras da música brasileira.
As 12 faixas foram produzidas pelo próprio Tim, e inclui clássicos como a mistura de soul com baião como “A Festa do Santo Reis” com Márcio Leonardo. Esse é o Disco que comprova o porquê Tim Maia é o maior soulman do Brasil. O álbum ainda segue com os sucessos “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)”, “Não Vou Ficar” e “Você”.

180_2938_0Tim Maia – 1973

Esse é o quarto LP de estúdio de Tim, e assim como os outros dois da lista, também leva seu nome como título. O disco foi gravado no Rio de janeiro e produzido pelo próprio Tim Maia, e traz sucessos como “Eu Gostava Tanto de Você”, “A Paz no Meu Mundo É Você” e “Réu Confesso”.
Esse LP está de volta em uma reedição premium em 180 gramas, a partir dos tapes originais analógicos. Os relançamentos atendem o desejo de seus fãs que disputavam a altos preços os raros discos no mercado brasileiro. É um daqueles itens que não podem faltar em um coleção de Lps de música brasileira. Viva Tim!

 

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