O Som do Vinil é Melhor que o Digital?

O som do disco de vinil é normalmente percebido pelos seus apreciadores como um som mais rico em detalhes, o que leva a uma sensação de ser um som mais real do que o MP3 e o CD.

Cientificamente se explica esta percepção pelo fato dos Lps serem mídias analógicas que permitem a gravação de uma gama de frequências sonoras muito superior ao som digital. Tente fazer um teste você mesmo para a percepção destas diferenças, adquira um CD, um MP3 e um Lp do mesmo título e aprecie comparando as mídias, eu até iria recomendar acompanhar a audição com um bom vinho, mas deixe para depois, pois o seu efeito de felicidade pode atrapalhar o desempenho psicológico sua avaliação.

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Mas para perceber estas diferenças, existe a necessidade de que se tenha um equipamento que possa extrair a qualidade do som disco de vinil. Alguns equipamentos não possuem as regulagens necessárias para aproveitar o melhor do som analógico, alguns equipamentos até depõe contra o resultado final, captando e executando o som com qualidade muito inferior do que se é possível proporcionar, fazendo um relação com vídeo, seria como instalar Blu-Ray em uma Tv de tubo, a mídia é boa, porém o equipamento não é capaz de traduzir toda a sua qualidade.

Invista em um bom toca discos (aqui dou dicas de como escolher), com um boa cápsula e um bom aparelho de som com caixas que reproduzam uma gama de frequências representativa, aí será possível você perceber a diferença entre as mídias (vai devagar que isso custa caro! eu mesmo levei 15 anos pra conseguir adquirir o meu).

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Eu pessoalmente sou apaixonado por vinil e como gosto pessoal, prefiro as frequências e timbres provenientes dele do que em relação às mídias digitais, embora não possa condenar por total o som digital, pois arquivos FLAC de alta qualidade, oferecem excelente reprodução dinâmica de áudio, isso é notório quando comparado com o CD e MP3, que por sua vez também não deixam de ter o seu valor, por sua praticidade e possibilidade streaming, pois é como se eu pudesse quebrar um galho e “ter os meus 6000 lps” em qualquer lugar.

Enfim, somando a todos estes fatores de áudio, ainda existe a sensação peculiar do Lp ter uma capa que é uma obra de arte! As vezes até mais arte que a própria gravação sonora que consta no vinil. Em uma opinião muito particular, não há como substituir estas sensações de sentar na poltrona colocar o disco pra rolar, sentir aquele som que preenche todo o ambiente e ficar apreciando a capa, encartes e detalhes que fazem parte da obra (agora sim o vinho é indispensável).

E Pra você? Qual a sua percepção? Comente! Vamos debater!

L. R. Bilesky – Colecionador

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17 comentários em “O Som do Vinil é Melhor que o Digital?

  • 05/04/2016 em 20:41
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    fantástico artigo. Estou descobrindo cada vez mais o prazer de ouvir um bom disco de vinil. Como já tive muitos, acredito estar redescobrindo esta arte. PS o vinho é essencial!!

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  • 26/04/2016 em 23:40
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    Bom, somando-se os vários fatores, não creio que hajam diferenças relevantes. Um som digital bem gravado, num formato que preserve as características da gravação original, não tem como ser inferior a um som analógico. O que acontece é que certos formatos populares, como o mp3, são usados de forma errada abusivamente de todas as maneiras. Isso, é claro, depõe contra as gravações originais baixando, ás vezes de forma bem acentuada, a qualidade do som que se ouve.

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    • 05/05/2017 em 17:20
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      acho que estamos aqui comentando da midia CD em relacão a midia VINYL – nao o som digital em relacao a analógico…. o cd foi um marketind da enganação e hoje 90% das pessoas ainda acreditam que o cd SEJA melhor que o VINYL….é como comparar uma roupa nova e limpa com uma velha e suja.
      Tem que colocar os dois lado a lado e entao…..

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  • 27/04/2016 em 01:35
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    Gostaria de saber como limpar atualmente os discos de vinil. Antigamente existia produtos próprios, hoje não os encontro. Poderia ajudar-me? Antecipadamente agradeço.

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  • 27/04/2016 em 07:42
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    Seria interessante algum artigo técnico sobre as diferenças. Li um que o cidadão garantia que o som do vinil era inferior ao do CD, apesar da clara percepção do contrário.

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    • 27/04/2017 em 11:22
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      tambem penso assim, e so o cd é imperfeito como todos dizem, ele nao vai durar muito, deveriam lancar um substituto aos dois, mas nada de compactação e retirar frequencias que em teoria nosso ouvido nao escuta…. de teorias ja temos demais, precisamos salvar o prazer de escutar musica, sentir a nuance do som, sem cortes.

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  • 27/04/2016 em 12:00
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    Prefiro uma boa cerveja pra curtir um vinil!!! hehehe

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  • 28/04/2016 em 18:14
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    Eu não abro mão também dos meu 5600 Lps. Talvez agora com as novas entradas tecnológicas digitais consigam chegar mais perto da reprodução analógica, mas uma coisa é facilmente perceptível, os graves, não sub, o digital não chega nem perto do analógico.

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  • 24/07/2016 em 08:23
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    Isso é muito particular..Arquivos de audio depende de ser sortudo ou seja ter grana para uma internet de alta qualidade cabos e conectores de alta qualidade e a quase certeza que pode falhar…Gosta de capa de vinil porque tem mo minima alguma arte ou ilustraçõese como a midia do esterior prega os cds tem longividade discutivel!!possuo vinil de 50 anos atraz e o som é muito bom!!não arriscaria midias moderna !!!

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  • 24/07/2016 em 11:05
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    O problema é que hoje em dia o som é captado em digital. Quando é lançado em LP, o que se ouve é uma gravação digital numa mídia analógica.
    Cientificamente falando, o CD é superior ao vinil em tudo. O que muitos percebem como uma audição mais agradável no vinil deve-se ao fato de que o vinil adiciona distorção ao som, é o que se chama de som “quente”, o amigo aí em cima falou que o vinil tem mais graves, de fato tem, mas isso é distorção, o que acontece na prática é que o grave do vinil é mais grave do que aquele que foi captado em estúdio. Porque o vinil distorce as frequências muito baixas e muito altas.

    No fim das contas não existe uma mídia melhor, isso vai de cada um, o vinil tem todo o apelo sentimental e sensorial, os discos são mais bonitos, as capas são maiores, o vinil nos remete à infância, etc. Essa discussão é meio boba, cada um deve ouvir música no formato que lhe agradar ou convier melhor.

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  • 04/03/2017 em 19:11
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    não concordo. o analogico é puro e unico. não existe som digital. é preciso de um conversor de digital para analogico. senão vc não ouvira nada. já o analogico depende da qualidade de seu set up. nunca ouvi distorção em equipamentos hi end. o que acontece ´´e que por desconhecimento e grana as pessoas escutam em vitrolas e amplificadores ou receivers defasados. ai não dá. o analogico merece só filé mignon

    ea qualidade de seu equipamento. nunca ouvi som distorcido

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  • 26/04/2017 em 12:18
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    Pesquisei um pouco na web, e descobri também que versões de discos que foram feitos ainda em fita mestra analógica, e depois relançadas em cd´s , foram totalmente deturpadas, pela remixagem e incluidos ai os filtros para eliminar defeitos do analogico, como ruídos, e a falta de agudos e dinâmica, que não ficou mais como o original, retiraram o que chamavam defeitos do analógico, só que neste processo acabaram com a musicalidade dos discos, com o colorido e que em digital não conseguem mais entregar com fidelidade. Os discos antigos em vinyl foram todos relancados em CD e alguns albuns para compensar ainda havia o termo REMASTER ou seja, como um produto melhor do que o antigo. Havia descoberto isto já com alguns álbuns que eu tinha, por exemplo o THE MAN MACHINE – KRAFWERK foi totalmente refeito , ma os efeitos sonoros que estavam misturados com alguns defeitos do analógico, foram suprimidos, ficou um som sem vida, frio e seco, simplesmente acabaram com o som, ficou sem comparação com o original. Isto aconteceu com muitos albuns que eu tinha, PINK FLOYD, JARRE, VANGELIS e outros… Ao meu entender foi uma onda aquela do surgimento e divulgação do cd – COMPACT DISC pela mídia. Um som sem defeitos, perfeito e eterno, sem ruidos e chiados, isto nos anos 80 e 90. Hoje acordamos, e descobrimos que fomos enganados, ludibriados, o analógico ainda sobrevive e o vinyl voltou com força. Mas as obras que foram compostos totalmente em digital, quando lançados em vinyl soam melhor do que o cd? eis minha pergunta. Falei aqui do som VINTAGE, albuns antigos, mas os novos que foram lancados apos o ano 2000, como fica?

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  • 05/05/2017 em 17:15
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    Bem , hoje fiz dois testes que me sugeriram fazer – peguei um album do PINK FLOY – THE WALL e JEAN MICHEL JARRE – WAITING FOR COUSTEAU – escutei todos do inicio ao fim o cd e o lp e casa caiu… o LP em uma configuração decente (nao foi hi-hend nao), deu um banho no CD. Em certas passagens no CD faltou dinâmica, os graves sao secos e curtos, é um som muito granulado, não tem detalhes que se percebe no LP, nuances que o mesmo tem. Um som sem vida, sem colorido, frio e metalizado. A única vantagem do CD, é que tem um pouco de velocidade e acompanha melhor partes das músicas rápidas (nos vivacíssimos), um som um pouco mais claro e um certo exagero nos agudos (que cansa os ouvidos). Mas no resto, cai tudo por terra. Já o vinyl, um som mais vivo, com nuances, cheio , orgânico, os graves abundantes, agudos definidos e os médios agudos … bem diria que uma experiência que em palavras nao tem como explicar, só escutando e apreciando a música ( que no vinyl foi sensacional) . Bem, sem tempo para mais nada, só corigindo, algumas mídias de cd ainda deixaram uma boa impressão, mas poucas e acho dependentes do processo de remasterização, vou correndo atrás do prejuízo e procurar e iniciar a substituir meus cd´s por o que chamo de obras de arte – vinys….. até.

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    • 05/05/2017 em 23:09
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      uau! Um relato e tanto.
      Comprovamos, o vinil vence!

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  • 10/06/2017 em 18:01
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    Nao existe como o digital imitar com perfeicao o analogico, pois o efeito escada dos dados leva as pequenas variacoes, a vida e analogica e musica tem vida.

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  • 22/12/2017 em 23:56
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    Os vinis alcançam um espectro bem superior aos dos formatos digitais (CD e MP3), mas nem tudo é via de regra. Entre os digitais, dependendo da forma que são convertidos, pode-se ter um MP3 de 320 ou até mesmo de 192 kbps de ótima qualidade e que soa bastante agradável quase igual ao CD. Inclua-se nisso o formato M4A, proporciona uma compactação com qualidade superior ao MP3. Por outro lado temos CDs que soam excelente como também LPs que soam péssimo aos ouvidos. Tudo depende da qualidade de gravação em estúdios, equipamentos empregados, forma de masterização e em último lugar, a aparelhagem de som em que se reproduzirá as mídias. É evidente que utilizarmos equipamentos de som medíocres que se fabricam hoje em dia (mini-systems, micro-systems) não perceberemos qualidade nenhuma, nem de um excelente disco de vinil. Mas hoje em dia a tecnologia digital é capaz de produzir áudio de excelente qualidade (192 kHz a 24 bits) ou até mais, e o resultado disso está nas mídias SACD (Super Audio CD, uma tecnologia da Sony) e o DVD-A (não confundam com o DVD de vídeo), é a combinação da qualidade do LP com a imunidade aos desgastes do CD, mas inexplicavelmente o mercado rejeita e nenhuma das principais gravadoras mundiais ainda ousaram investir e produzir títulos musicais nessas tecnologias. Lamentável.

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